quinta-feira, 29 de julho de 2010

Ter!

O ter me entrelaçou hoje
Ter me cobrou sempre
Ter me deu luz aos pensamentos que se emanharam no me caminho
Ter balançou vidas e mundou destinos
Destinos que se TEVE algum dia
Criou um ter mais que lógico,era só ver para ter,ou criar para ver?
Tive suspiro e contentações,depois veio a minha criação,roubei mais suspiros de outros,e de novo eu tive
Grande ter..
Ousadia do ter e o grande abuso de fazer.


Jéssica Azevedo.

domingo, 25 de julho de 2010

Redondeando

Circular,é tão simples de se olhar mas tão farto de se calcular
levezar o circuito dos passos,para em passos pensar
Respiro circulos para em algum lugar chegar
Crio circunferências para obter um bostésimo de resultado na equação que querem me mostrar
Circular é a arma ardente que temos a valiosidade que transmite sensações,e essas sensações que tanto falam,só está em um lugar,no olhar.

Jéssica Azevedo.

sábado, 24 de julho de 2010

A certa independencia...

Alcançar a certa independencia...A cerca do abismo pode ser fácil dizer que a independencia se faz com os dias em que se passa, mas se o abismo é de fato distante, é um momento não encontrado, é um lado não preenchido, é quando as coisas passam e não se ve, e os dias se vão pela porta da frente.E esses dias não passados estão distantes de um novo argumento criado e respirado por uma ansiedade que cobra de nós esse mundo, eu te pergunto.. e ai? Você me ouve?Ouve os ecos por onde sai meu grito?As paredes sopram sua voz pra longe, que esbarram em outras paredes, tanto do meu estomago, como da sua boca. Nesse imparce e fato observado de longe criam-se sussurros aos meus ouvidos.Ruidos sensiveis, fluidos desgastos pelo Deus tempo, me faço e me repinto a cada virada de folha do mes.E essa folhagem seca é o significado da minha tentativa, tentativa que muitas vezes tentou ir para um lado e se cansou de não ouvir as vozes que desejou que estivessem ali, pelo menos aquela noite.Minhas mãos não alcançaram a eternidade, meus braços não tocaram fundo na independencia que juramos em nossa infancia ser verdade, eu e você, pintadas de rock'n roll na adolescencia, dizendo e sonhando que o mundo era nosso e que era facil, mas esse facil se tornou complexo que entrelaçou as nossas vidas, dificil de se modelar, e forjamos respostas para tantas outras interrogações. É o que gera barulho, é o barulho que se faz aqui dentro e ai dentro, o que eu fui? O que eu fiz? O que eu quero? O que eu sou? E agora qual será a proxima interrogação que iram me modelar?Então o silencio toma forma e grita no quarto infinito, as palavras pescam, as respostas fluem em negritudes afundadas com tanta prepotência. Me guardo do que eu não sou, me esquivo do que não fui, só quero que esteja aqui, comigo essa noite o que não sei bem o que é, só quero que esteja e se faça respirar.Perco as ruas que andei, as pessoas que um dia no passado eu cativei, as tardes que passei, os filmes que ainda não vi, os verões que andei. Tudo ficou ali, quieto no passado da memoria, num alçapão escuro novamente bordado com interrogações.Então te pergunto minha amiga...Quem somos nós?Quero que assim, sempre esteja aqui, como sempre esteve, como sempre foi, eu necessito da sua vivencia, eu sinto essa pobre carencia sem a tua presença aqui por perto, cara amiga, pintada e bordada de palavras.Não dá pra enxergar depois de tantas e tantas doses de conhaque, o mundo gira la fora mas aqui dentro ele rodopia. Não encontro em parte alguma os rostos que vi tantas vezes com tanta clareza, meus momentos de insônia agora são constantes, minhas insanidades também.

Jéssica Azevedo e Ludmylla Sá.

Alcançar a certa independencia...

Alcançar a certa independencia...A cerca do abismo pode ser fácil dizer que a independencia se faz com os dias em que se passa, mas se o abismo é de fato distante, é um momento não encontrado, é um lado não preenchido, é quando as coisas passam e não se ve, e os dias se vão pela porta da frente.E esses dias não passados estão distantes de um novo argumento criado e respirado por uma ansiedade que cobra de nós esse mundo, eu te pergunto.. e ai? Você me ouve?Ouve os ecos por onde sai meu grito?As paredes sopram sua voz pra longe, que esbarram em outras paredes, tanto do meu estomago, como da sua boca. Nesse imparce e fato observado de longe criam-se sussurros aos meus ouvidos.Ruidos sensiveis, fluidos desgastos pelo Deus tempo, me faço e me repinto a cada virada de folha do mes.E essa folhagem seca é o significado da minha tentativa, tentativa que muitas vezes tentou ir para um lado e se cansou de não ouvir as vozes que desejou que estivessem ali, pelo menos aquela noite.Minhas mãos não alcansaram a eternidade, meus braços não tocaram fundo na independencia que juramos em nossa infancia ser verdade, eu e você, pintadas de rock'n roll na adolecencia, dizendo e sonhando que o mundo era nosso e que era facil, mas esse facil se tornou complexo que entrelaçou as nossas vidas, dificil de se modelar, e forjamos respostas para tantas outras interrogações. É o que gera barulho, é o barulho que se faz aqui dentro e ai dentro, o que eu fui? O que eu fiz? O que eu quero? O que eu sou? E agora qual será a proxima interrogação que iram me modelar?Então o silencio toma forma e grita no quarto infinito, as palavras pescam, as respostas fluem em negritudes afundadas com tanta prepotencia. Me guardo do que eu não sou, me esquivo do que não fui, só quero que esteja aqui, comigo essa noite o que não sei bem o que é, só quero que esteja e se faça respirar.Perco as ruas que andei, as pessoas que um dia no passado eu cativei, as tardes que passei, os filmes que ainda não vi, os verões que andei. Tudo ficou ali, quieto no passado da memoria, num alsapão escuro novamente bordado com interrogações.Então te pergunto minha amiga...Quem somos nós?Quero que assim, sempre esteja aqui, como sempre esteve, como sempre foi, eu necessito da sua vivencia, eu sinto essa pobre carencia sem a tua presença aqui por perto, cara amiga, pintada e bordada de palavras.Não dá pra enchergar depois de tantas e tantas doses de conhaque, o mundo gira la fora mas aqui dentro ele rodopia. Não encontro em parte alguma os rostos que vi tantas vezes com tanta clareza, meus momentos de insônia agora são constantes, minhas insanidades também.

Jéssica Azevedo e Ludmylla Sá.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Um dos seus escritos

Só porque viver não é relatável.
Viver não é vivível.
Terei que criar a vida.
E sem mentir.
Criar sim,mentir não.
Criar não é imaginação.
é correr o grande risco de se ter a realidade.

Clarice Lispector

Não quero realismo,quero mágia!

Respiro tantos lugares,árvores,pensamentos..
Olho para tantos,procuro,crio, e o que faz parte do meu núcleo está sempre ali,mas não enxergo por procurar ou criar demais.
Florecer o realismos encandece no falso.
O falso me pertence por alguns instantes,mas o realismo estará pela vida
Criar um coração é como bordar uma canção,de letras mágicas e arranjos doces
É magia,mas essa magia que parece passar,me envolve no balé dos pensamentos,e esqueço o realismo novamente.
Parecer as vezes é interessante,e ser como é?


Jéssica Azevedo.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Ponto!

Para hoje tem emoção.
O palco está lá,espera para me agarrar.
Com a minha alma eu irei me encontrar
O calor está subindo aos poucos,em cada ponto daqui sai energia.
Em cada energia daqui englobo meu corpo,pronta para agarrar o palco.
Não quero realismo,quero magia..!

Jéssica Azevedo.

domingo, 11 de julho de 2010

Tem algo..

Se fazer,doar,sentir,possamos.

Criar um perdão seria de tal ousadia humana,somos tantos,fluimos nas estradas de vento que criamos no espaço que nos abriga.

Muita ousadia é um suspiro,tragado de energias.

Posso sentir energizados meus espaços,que são muitos,quero conhece-los,medito á eles,cadê? sei que estão por aqui.

Estão entrelaçados a mãos de um alguém..

Lugar esse que abriga minha ousadia,meu suspiro,meu calor,minha vida,meu desejo..

Desejo,vem de tantos,meu calor e o vapor de tantas dúvidas.

Na natureza derramo meu sangue,aonde não á pecado e nem perdão.

Vejo o mundo se preparando para mim,me vejo preparando o mundo.

O mundo somos,de sonhos é feito o mundo.



Jéssica Azevedo.