quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Falso brilhante.

A profundidade da luz não é bostesimo,não é medida é dada é criada para si
Por que será que queremos que tudo seja uma parede de concreto?não temos sensibilidade para enxergar atrás desse concreto.
Por isso não desnudamos a criação do homem,por que certa criação prioriza o duro do concreto?circulos talvez,mas essa interrogação sempre dormirá em algum ponto inquestionavel do nosso universo de vivencia.
Pisamos em vendas de tafetá,e temos um falso brilho por elas,e quem são elas que não sabemos quem são,e mesmo assim é tão constante em atos presentes,passados e quem sabe futuros.
Doamos o pouco espaço que conseguimos preencher com essa escassez intelectual,por isso o falso tafetá brilha tanto a olhos humanos.
Nú,pálido e forte é esse dia!


Jéssica Azevedo.

sábado, 14 de agosto de 2010

"A obscena senhora D"

Para poder morrer
Guardo insultos e agulhas
Entre sedas do luto.

Para poder morrer
Desarmo as armadilhas
Me estendo entre as paredes
Derruídas.

Para poder morrer
Visto as cambraias
E apascento os olhos
Para novas vidas.
Para poder morrer apetecida
Me cubro de promessas
Da memória.

Porque assim é preciso
Para que tu vivas.

Hilda Hilst.

sábado, 7 de agosto de 2010

Pensamentos Publicos

Você é minha cena,minha poesia e meu pão de cada dia..
Me embriago de você..
que me interra em um ortodoxo de sensações.
e tenho a ousadia de descriar o que é feito por mãos permanentes.
Pensamentos ralos,palavras xulas,descrio,e recrio por você..

Jéssica Azevedo.

domingo, 1 de agosto de 2010

Escritos para Ana Paula

A brutalidade da vida lhe fez mulher
a ousadia passou a caminhar contigo
as palavras já não eram medidas e sim ditas ao vento que levaram-nas para um circuito de forças,que muitos uniram para tal.
a vida passou a ser mais interrogada do que a interrogação que lhe faziam.
a vida lhe vestio de abraços,e ela começou a pintar um novo mundo
mundo que a encorajou a ser e a ter e agora ela caminha para compor sua verdade,e em cada caminho que seus pés tocam,lá se monta uma bela flor,flor de Ana paula..

Jéssica Azevedo.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Ter!

O ter me entrelaçou hoje
Ter me cobrou sempre
Ter me deu luz aos pensamentos que se emanharam no me caminho
Ter balançou vidas e mundou destinos
Destinos que se TEVE algum dia
Criou um ter mais que lógico,era só ver para ter,ou criar para ver?
Tive suspiro e contentações,depois veio a minha criação,roubei mais suspiros de outros,e de novo eu tive
Grande ter..
Ousadia do ter e o grande abuso de fazer.


Jéssica Azevedo.

domingo, 25 de julho de 2010

Redondeando

Circular,é tão simples de se olhar mas tão farto de se calcular
levezar o circuito dos passos,para em passos pensar
Respiro circulos para em algum lugar chegar
Crio circunferências para obter um bostésimo de resultado na equação que querem me mostrar
Circular é a arma ardente que temos a valiosidade que transmite sensações,e essas sensações que tanto falam,só está em um lugar,no olhar.

Jéssica Azevedo.

sábado, 24 de julho de 2010

A certa independencia...

Alcançar a certa independencia...A cerca do abismo pode ser fácil dizer que a independencia se faz com os dias em que se passa, mas se o abismo é de fato distante, é um momento não encontrado, é um lado não preenchido, é quando as coisas passam e não se ve, e os dias se vão pela porta da frente.E esses dias não passados estão distantes de um novo argumento criado e respirado por uma ansiedade que cobra de nós esse mundo, eu te pergunto.. e ai? Você me ouve?Ouve os ecos por onde sai meu grito?As paredes sopram sua voz pra longe, que esbarram em outras paredes, tanto do meu estomago, como da sua boca. Nesse imparce e fato observado de longe criam-se sussurros aos meus ouvidos.Ruidos sensiveis, fluidos desgastos pelo Deus tempo, me faço e me repinto a cada virada de folha do mes.E essa folhagem seca é o significado da minha tentativa, tentativa que muitas vezes tentou ir para um lado e se cansou de não ouvir as vozes que desejou que estivessem ali, pelo menos aquela noite.Minhas mãos não alcançaram a eternidade, meus braços não tocaram fundo na independencia que juramos em nossa infancia ser verdade, eu e você, pintadas de rock'n roll na adolescencia, dizendo e sonhando que o mundo era nosso e que era facil, mas esse facil se tornou complexo que entrelaçou as nossas vidas, dificil de se modelar, e forjamos respostas para tantas outras interrogações. É o que gera barulho, é o barulho que se faz aqui dentro e ai dentro, o que eu fui? O que eu fiz? O que eu quero? O que eu sou? E agora qual será a proxima interrogação que iram me modelar?Então o silencio toma forma e grita no quarto infinito, as palavras pescam, as respostas fluem em negritudes afundadas com tanta prepotência. Me guardo do que eu não sou, me esquivo do que não fui, só quero que esteja aqui, comigo essa noite o que não sei bem o que é, só quero que esteja e se faça respirar.Perco as ruas que andei, as pessoas que um dia no passado eu cativei, as tardes que passei, os filmes que ainda não vi, os verões que andei. Tudo ficou ali, quieto no passado da memoria, num alçapão escuro novamente bordado com interrogações.Então te pergunto minha amiga...Quem somos nós?Quero que assim, sempre esteja aqui, como sempre esteve, como sempre foi, eu necessito da sua vivencia, eu sinto essa pobre carencia sem a tua presença aqui por perto, cara amiga, pintada e bordada de palavras.Não dá pra enxergar depois de tantas e tantas doses de conhaque, o mundo gira la fora mas aqui dentro ele rodopia. Não encontro em parte alguma os rostos que vi tantas vezes com tanta clareza, meus momentos de insônia agora são constantes, minhas insanidades também.

Jéssica Azevedo e Ludmylla Sá.