Para poder morrer
Guardo insultos e agulhas
Entre sedas do luto.
Para poder morrer
Desarmo as armadilhas
Me estendo entre as paredes
Derruídas.
Para poder morrer
Visto as cambraias
E apascento os olhos
Para novas vidas.
Para poder morrer apetecida
Me cubro de promessas
Da memória.
Porque assim é preciso
Para que tu vivas.
Hilda Hilst.
Oloco !!
ResponderExcluirEla é fera, uma vez um grande passárinho me mandou um texto dela e eu adorei, e ela mais uma vez me surpreende!
Linda poesia!