Alcançar a certa independencia...A cerca do abismo pode ser fácil dizer que a independencia se faz com os dias em que se passa, mas se o abismo é de fato distante, é um momento não encontrado, é um lado não preenchido, é quando as coisas passam e não se ve, e os dias se vão pela porta da frente.E esses dias não passados estão distantes de um novo argumento criado e respirado por uma ansiedade que cobra de nós esse mundo, eu te pergunto.. e ai? Você me ouve?Ouve os ecos por onde sai meu grito?As paredes sopram sua voz pra longe, que esbarram em outras paredes, tanto do meu estomago, como da sua boca. Nesse imparce e fato observado de longe criam-se sussurros aos meus ouvidos.Ruidos sensiveis, fluidos desgastos pelo Deus tempo, me faço e me repinto a cada virada de folha do mes.E essa folhagem seca é o significado da minha tentativa, tentativa que muitas vezes tentou ir para um lado e se cansou de não ouvir as vozes que desejou que estivessem ali, pelo menos aquela noite.Minhas mãos não alcançaram a eternidade, meus braços não tocaram fundo na independencia que juramos em nossa infancia ser verdade, eu e você, pintadas de rock'n roll na adolescencia, dizendo e sonhando que o mundo era nosso e que era facil, mas esse facil se tornou complexo que entrelaçou as nossas vidas, dificil de se modelar, e forjamos respostas para tantas outras interrogações. É o que gera barulho, é o barulho que se faz aqui dentro e ai dentro, o que eu fui? O que eu fiz? O que eu quero? O que eu sou? E agora qual será a proxima interrogação que iram me modelar?Então o silencio toma forma e grita no quarto infinito, as palavras pescam, as respostas fluem em negritudes afundadas com tanta prepotência. Me guardo do que eu não sou, me esquivo do que não fui, só quero que esteja aqui, comigo essa noite o que não sei bem o que é, só quero que esteja e se faça respirar.Perco as ruas que andei, as pessoas que um dia no passado eu cativei, as tardes que passei, os filmes que ainda não vi, os verões que andei. Tudo ficou ali, quieto no passado da memoria, num alçapão escuro novamente bordado com interrogações.Então te pergunto minha amiga...Quem somos nós?Quero que assim, sempre esteja aqui, como sempre esteve, como sempre foi, eu necessito da sua vivencia, eu sinto essa pobre carencia sem a tua presença aqui por perto, cara amiga, pintada e bordada de palavras.Não dá pra enxergar depois de tantas e tantas doses de conhaque, o mundo gira la fora mas aqui dentro ele rodopia. Não encontro em parte alguma os rostos que vi tantas vezes com tanta clareza, meus momentos de insônia agora são constantes, minhas insanidades também.
Jéssica Azevedo e Ludmylla Sá.
Por que sem você a vida não seria tão colorida desde tanto tempo atrás.
ResponderExcluirEu te amo